Publicação em destaque

Mostrar mensagens com a etiqueta Coletividades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coletividades. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

NOTICIAS DE ALMADA - A DEPENDÊNCIA ECONÓMICA DAS COLECTIVIDADES ALMADENSES

"39 anos sobre o 25 de Abril, o artigo mantêm- se  bastante atual"

Neste post, partilho um artigo sobre a Dependência Económica das Colectividades Almadense, publicado,em 2004, no então jornal de Almada, ou seja trinta e um anos após a revolução de Abril,da autoria do Jornalista e Escritor: Luís Milheiro.

 

Não existe qualquer dúvida,de que,trinta e um anos depois da Revolução de Abril, continuamos a ser um país muito especial.O Estado continua preso a hábitos antigos, furtando-se, sempre que pode,a muitas das suas responsabilidades coletivas, presentes na Constituição da Repúbica. Todos nós sabemos que há muitos direitos que nunca saem do papel.


Continuamos a ser um país sem uma política cultural ou  desportiva abrangente, coordenada pelo governo central.Nota-se um enorme vazio na formação cultural e artística da nossa juventude, e claro na formação desportiva.

 

Os nossos campeões desportivos e as principais figuras do mundo da artes,continuam a surgir quase por mero acaso entre nós.Os milhares de clubes desportivos e associações recreativas, espalhadas de Norte a Sul, continuam a ser os principais subtitutos do Estado enquanto a educadores,com as suas escolas de música, canto, ginástica, natação, judo,etc.. Tal como acontecia nos tempos de Salazar e marcelismo.

 

A única coisa que mudou com a Revolução de Abril, foi a forma como o trabalho realizado nas coletividades começou a ser encarado, e apoiado, pelas Autarquias Locais.

 

Durante a ditadura os dirigentes das coletividades eram forçados a usar a imaginação para conseguirem angariar as receitas necessárias para a sua subsistência, tendo nos bailes e respectivos bufetes, a principal fonte de financiamento e de diversão dos seus associados e amigos. Normalmente estavam cheios de gente, porque a oferta recreativa era muito mais escassa, num tempo em que quase não se passava nada.

 

Hoje as coisas são muito diferentes. As pessoas não frequentam as coletividades como nesses tempo. A relação que existia quase que se inverteu, na atualidade são as associações que tem de inventar mil  e uma iniciativas para chamarem os associados para junto de si. Como os bailes perderam o fulgor e deixaram de ter a importancia que tinham, tanto em termos sociais como económicos, arranjam-se outras formas de arranjar dinheiro necessário, como aulas de ginástica, e de outras actividades desportivas. Como por vezes se tornam insuficiente, as autarquias surgem como grande alicerce para fazer face à crise habitual.

 

Claro que esta dependênçia acaba por ter alguns efeitos perversos, fazendo com que existam alguns condicionalismos no dia a dia das coletividades.

Com o coadicionalismo ou não, o que é certo é que 80% das colectividades do concelho, actualmente,  conseguiam sobreviver sem estes tipos de apoio, sendo forçadas a ter de fechar as portas. Ou seja, hoje o associativismo almadense - com raras excepções - não consegue subsistir sem a ajuda das Autarquias.

Não devem existir quaisquer ilusões, esta é a realidade actual.

"No entanto, entendo que não devem existir complexos nesta relação de dependência, porque as colectividades organizam uma série de actividades, que se não fossem organizadas por elas, pura e simplesmente não se realizavam, principalmente porque o Município não está vocacionado para realizar uma série de tarefas de cariz popular".

É preciso dizer que estes apoios não são dados a fundo perdido, existem sempre contrapartidas. Ou seja,quase todas  as actividades que se realizam com o apoio autárquico, têm como principal objetivo, servir,formar,cultivar e recrear a população almadense e os seus visitantes.

"Ao contrário do que  algumas pessoas pensam e dizem, a Edilidade Almadense não dá qualquer esmola às coletividades do concelho. Quanto muito dá um forte apoio e incentivo às coletividades do concelho".Quanto muito dá um forte apoio e  incentivo às actividades desenvolvidas pelos seu dirigentes. Quase sempre gente voluntariosa e completamente amadora, que desenvolve as suas actividades, apenas por carolice, pelo gosto de trabalhar para o coletivo,de fazer coisas que gosta, servindo a comunidade onde estão inseridos.Era desejável que as coisas funcionassem de forma diferente?

 

Claro que era, mas no panorama actual não há possibilidade de se fazer associativismo sem o apoio  das principais instituições publicas.Podem dizer que existem entidades privadas que também poderiam o movimento coletivo. Existir existem, não estão é muito interessadas em apoiar iniciativas que  não lhe dêem a visibilidade e a publicidade que procuram para os seus negócio.

Infelizmente, enquanto o mecenado for encarado apenas como um negócio,pelos potenciais"mecenas", as coisas não irão mudar entre nós.

Por:Luís Milheiro

Nota:

Ao trazer para a praça publica este artigo, que o mesmo desperte consciências sobre a realidade do movimento associativismo do concelho de Almada e também um alerta para os responsáveis autarcas,para que olhem com olhos de ver a realidade das muitas coletividades. 

quinta-feira, 4 de março de 2021

93º ANIVERSÁRIO DO CLUBE RECREATIVO PIEDENSE - "Assinalamos o 93º Aniversário do Clube sob a influência da sua situação financeira desequilibrada"

 "Neste aniversário homenageamos todos os que nos acompanham nos momentos difíceis e que estão a contribuir de forma decisiva para o Clube manter a sua honra e verticalidade"CRPiedense


O Clube Recreativo Piedense, assinala esta quinta feira dia 4 de Março, a passagem do nonagésimo terceiro Aniversário, e que aqui saudamos efusivamente a popular coletividade, os seus dirigentes, associados, técnicos e atletas, que em conjunto têm contribuído para a vitalidade desta enorme coletividade, fundada a 4 de março de 1928, por José Ribeiro de Sousa, Eugénio Cunha Santos, Raúl Cerqueira Afonso, António Ferreira do Amaral e Pedro José Martins.


Para assinalar o aniversário, os dirigentes do Clube Recreativo Piedense, publicaram na página oficial do clube, no Facebook uma mensagem aniversariante e onde destacam que devido à pandemia do Covid -19, criou um impacto na vida do Clube e que gera preocupações e ansiedade em relação ao futuro.

Aqui transcrevemos a mensagem dos dirigentes do C.R.Piedense:


"Comemorar 93 anos de existência com atividades recreativas, culturais e desportivas, continuamente e em instalações próprias, é uma honra para uma coletividade e para o Movimento Associativo de que faz parte.

Mas não se conseguir comemorar o aniversário em dois anos seguidos, devido à pandemia COVID19, cria um forte impacto na vida do Clube e gera preocupações e ansiedade em relação ao futuro. Vivemos tempos muito difíceis.
Assinalamos o 93º Aniversário do Clube sob a influência da sua situação financeira desequilibrada, com défice contínuo desde o início da pandemia e sem previsões de mudança, o que deixa toda a comunidade do CRP preocupada.
A adaptação do Clube à nova realidade e a sua reinvenção, através de atividades desportivas on-line, tem sido a resposta à situação adversa, porque não desistimos e queremos manter a ligação aos atletas.
Este ano a nossa festa não é de alegria e de grandes perspetivas futuras, mas de coragem para manter o Clube a procurar honrar os compromissos indispensáveis à manutenção das suas instalações, de resiliência desenvolvendo a criatividade de adaptação à mudança das relações na comunidade, de resistência na demonstração de firmeza e persistência perante contrariedades externas e sobretudo de solidariedade entre todos os elementos da família CRP, corpos sociais, associados, colaboradores/técnicos e atletas e respetivas famílias e também com a comunidade.

Não podemos desenvolver atividades desportivas mas podemos colocar o nosso dinamismo em resposta às dificuldades sociais que nos envolvem. No mês de aniversário é lançada uma campanha de solidariedade, promovendo a recolha de géneros alimentares, livros, equipamentos informáticos, brinquedos, entre os associados. A nossa festa é a contribuição para minorar as restrições impostas à vida de muitos e a transmissão de apoio e coragem para continuarem em frente.

Estamos a disputar uma prova longa e dura, com muitos desafios, que queremos transformar numa grande vitória. Queremos ser campeões!
Neste aniversário homenageamos todos os que nos acompanham nos momentos difíceis e que estão a contribuir de forma decisiva para o Clube manter a sua honra e verticalidade no relacionamento com entidades públicas e privadas e com o Movimento Associativo. É o momento de união.
Agradecemos à Câmara Municipal de Almada e à União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas o apoio possível, para continuarmos o nosso caminho".
Cova da Piedade, 4 de Março de 2021
A Direção

RECORDAR AQUI A PASSAGEM DOS 85 ANOS DO CRPIEDENSE NA ALTURA PRESIDIDA POR ORLANDO ABRUNHOSA,FALECIDO EM OUTUBRO DE 2020

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

DO "PARAMINISTRO" COSTA SILVA À ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE ALMADA, A MESMA FALTA DE UMA VISÃO PARA O DESPORTO

"Em Almada e no País, o desporto parado. Uma visão para o seu relançamento"



"Em Almada e no País, o desporto parado. Uma visão para o seu relançamento"

Do "paraministro" Costa Silva à administração municipal de Almada, a mesma falta de uma visão para o desporto.

Só que, Costa Silva, acolheu , na sequência da discussão pública sobre o Programa para a Recuperação Económica, pareceres que foram no sentido de incluir o Desporto nesse importante documento.

Será que no nosso concelho, a administração municipal está disponível para ouvir os cidadãos. Está disponível para auscultar os clubes, os seus dirigentes, os seus técnicos?


No Programa de recuperação económica para Portugal, o “paraministro” Costa Silva, não considera que o desporto tenha qualquer relevância ao ponto de nem o mencionar em todo o texto em que adianta os principais objetivos estratégicos para o desenvolvimento do País.

Na discussão pública registaram-se vários contributos. Dois deles convenceram Costa Silva:

- um programa de reabilitação de instalações desportivas de base local.
  O se número é exatamente 32 754

- a promoção da marca "Portugal no Desporto " tornando o País um destino pata o turismo desportivo com enfoque nos desportos náuticos e promovendo os 14 Centros de Alto Rendimento desportivo existentes.


Em Portugal temos uma gigantesca rede de equipamentos para as práticas associativas desportivas e/ou culturais, a maioria delas a necessitar de importantes investimentos em ações de restauro profundo e alteração tipológica, no sentido de as preparar para se ajustarem às exigências das novas práticas.

Articulada com um programa de financiamento efetivo das associações  com vista à criação de mais e melhores respostas ás necessidades das populações, esta medida – um programa de reabilitação de instalações desportivas de base local – permitiria a dinamização de um segmento intermédio de construção e o crescimento exponencial da oferta e da procura desportiva, com a consequente aumento da taxa de participação desportiva dos portugueses, a elevação dos seus níveis de saúde e a consequente diminuição da pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde.

O paraministro, Costa Silva incorpora esta referência ao desporto no documento que vai balizar o desenvolvimento nacional até 2030. Esperamos agora que fará António Costa e o seu governo.


Alertado pelos portugueses, Costa Silva incorpora esta referência ao desporto no documento que vai balizar o desenvolvimento nacional até 2030. Esperamos agora que António Costa e o seu Governo – onde o Desporto não tem tido, até aqui, qualquer peso político significativo – incorpore agora, em programas específicos de financiamento ao desporto e aos clubes portugueses.


Em Almada, o governo municipal, por razões que não vêm ao caso discutir agora, não têm dispensado ao desporto concelhio qualquer prioridade minimamente mensurável. Como no País, em Almada, o desporto não tem tido, até aqui, qualquer peso político na governação municipal. Veja-se, de entre vários outros exemplos, o incompreensível corte de 50 % nos valores dos programas de fomento do desporto juvenil (Programa Escolinhas do desporto), a brutal quebra dos apoios concedidos para obras de beneficiação, conservação e construção de novas instalações desportivas, a partir de 2017.

Ora, é fundamental que a grande rede de infra estruturas desportivas do concelho – das quase 150 coletividades, aproximadamente uma centena são equipamentos que recebem atividade desportiva – seja objeto de um programa municipal que contemple a recuperação, refuncionalização de equipamentos, com modernização das tipologias e que, articulado com a expansão dos programas de fomento da atividade exercício físico e do desporto, em parceria com os clubes e tendo estes como agentes principais de desenvolvimento desportivo, permita ampliar largamente as atuais taxas de prática desportiva. Lembremos que o País tem uma taxa de praticantes de 27 %, Almada tem 37 %, mas a Europa central, aceite como uma referência possível de alcançar, a prazo, tem à volta de 60/70 % (Europa nórdica tem 80 % de praticantes).



Para alcançar esta dinamização – modernização das infraestruturas desportivas do concelho em relação com o aumento expressivo do número de praticantes desportivos – é fundamental contar com equipas técnicas de dimensão adequada e dotadas de forte capacitação técnica.
Costa Silva refere, para o País, o quanto é “crucial” a aposta na formação em todas as áreas de desenvolvimento embora, por razões que se compreendem, coloque à cabeça a área da transição digital. Não refere, mas acredito que o pressupõe que, num programa de dinamização da área desportiva, é “fundamental” a existência de bons níveis de capacitação para mais diversas áreas desportivas.

Ora, é dado conhecido que, em Almada, temos um bom nível geral de qualificação dos recursos humanos na área da educação física e do desporto. Temo-los nas escolas, nos clubes, nas autarquias.

Temos, pois, garantida uma condição fundamental de desenvolvimento. Temos técnicos e treinadores. Bons. Temos também dirigentes associativos, com uma entrega e uma dedicação aos seus clubes, que consideramos uma mais valia significativa no “sistema desportivo almadense”.

Imagem aquando da comemoração dos 20 anos da Pista Municipal de Almada, com o vice-presidente da autarquia, João Couvaneiro, ladeado pelos vereadores António Matos e Joaquim Judas

Temos, então, que resolver o problema do modelo de financiamento aos clubes. E esta dimensão, em Almada, não é o problema principal. Há robustez financeira no governo municipal, há um caminho feito, caminho onde se podem e devem introduzir as reorientações estratégicas que se considerarem necessárias, temos massa crítica no sistema desportivo e também no sistema educativo, onde um amplo grupo de profissionais de educação física também pode ser chamado a dar contributos para um futuro mais sustentável do desporto em Almada.

Não percamos tempo. Ao debate. Para já participemos no debate em curso, contribuindo para elaborar um RAP – Regulamento de Apoios Públicos, cuja discussão pública está a dias do seu términus.

Todos não somos de mais para encontrar as melhores soluções para o desporto na nossa terra.

Diálogo e convergência, precisa-se.


Por: António Matos 

Vereador da Câmara Municipal de Almada




segunda-feira, 14 de setembro de 2020

COLETIVIDADES - TOMADA DE POSSE DOS NOVOS CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO DE COLETIVIDADES DO CONCELHO DE ALMADA

Realiza-se esta quinta feira dia 17 de Setembro, pelas 21,00 horas nas instalações da Academia  Almadense, a tomada de posse dos novos Corpos Sociais da Associação de Coletividades do Concelho de Almada(ACCA),para o triénio 2020/2023,os quais foram eleitos no passado dia 11 de Setembro,em Assembleia Geral, que teve lugar na sede da Associação de Coletividades do Concelho de Almada..



LISTA DOS CORPOS GERENTES PARA O TRIÉNIO 2020/2023 DA ASSOCIAÇÃO DE COLECTIVIDADES DO CONCELHO DE ALMADA


 Mesa da Assembleia Geral 

 

Presidente:               SOCIEDADE FILÁRMONICA INCRIVEL ALMADENSE 

                                  Efetivo: Alfredo Guaparrão 

                                  Suplente: João Carlos 

 

Vice-Presidente:      ASSOCIAÇÃO GANDAIA 

                                  Efetivo: Ricardo Salomão 

                                  Suplente: Jorge Rodrigues Torres 

 

1º Secretário:            ASSOCIAÇÃO GAITA DE FOLES 

                                  Efetivo: Tiago Morais 

                                  Suplente: Sérgio Augusto 

                                          

                                        DIRECÇÃO                

 

Presidente:               SPORT ALMADA E FIGUEIRINHAS 

                                  Efetivo: Paulo Santos 

                                  Suplente: Nuno Miguel Dias da Costa Reis 

 

Vice-Presidente:       CLUBE DE GINÁSTICA DE ALMADA 

                                   Efetivo: Paulo Jorge Félix da Silva 

                                   Suplente: Paulo Renato Pinto 

 

Tesoureiro:                CLUBE PRAÇAS DA ARMADA 

Efetivo: Carlos Ribeiro Cardoso 

   Suplente: Jorge Manuel da Costa 

 

1º Secretário:         ACADEMIA DE INSTRUÇÃO E RECREIO F. ALMADENSE 

                                   Efetivo: Vasco Balegas 

                                   Suplente: Luís Santos 

 

2º Secretário:             CLUBE NAUTICO DE ALMADA 

                                   Efetivo: Vítor Machado 

                                   Suplente: Mário Pereira 

 

Conselho Fiscal 

 

Presidente:               CLUBE RECREATIVO PIEDENSE 

                                  Efetivo: Carlos Gomes 

                                  Suplente: João Pereira 

 

Vice-Presidente:      ASS. MORADORES BAIRRO DO MATADOURO 

                                  Efetivo: Joaquim Mário Cunha 

                                  Suplente: Mário Lopes Correia 

 

Vogal:                       AMIGOS ATLETISMO CHARNECA DA CAPARICA 

                                  Efetivo: António Mota 

                                  Suplente: Madalena Mota